
Embora uma adepta de esquerda, concordo em pleno com as palavras do presidente da republica portuguesa, Dr. Anibal Cavaco Silva. Espelho dessas palavras são os jovens formados nas escolas portuguesas, fruto do que estes leem nos manuais de História que pouco abordam a questão da Revolução de Abril, nos manuais de ensino um parágrafo é o suficiente ( que muitos alunos nem sequer lêm) para dar a conhecer o que é o 25 de Abril de 1974, dia da revolução..... revolução comandada pela voz de um homem: o capitão Salgueiro Maia, que muitos não sabem quem é, homem que recusou a força das armas utilizando a força da palavra para fazer derrubar um sistema politico severo, que insistia em manter uma Guerra Colonial sangrenta, que fazia predominar um país de analfabetos, provinciano onde a liberdade de expressão era uma coisa tao importante e "banal" mas não existia.
Muitas guerras deviam ser assim dirigidas!Com a força da palavra... Passaram 34 anos de uma data incontornável da História de Portugal. História de um país de um povo....
Será que ainda temos Liberdade? O que mudou?
Viva a Liberdade.... Viva a Democracia.... Vivam os Portugueses.... Viva Portugal.....
25 de ABRIL...... SEMPRE!!!!
Arqueóloga: Rita Saraiva
3 comentários:
Ritinha!! ja estavamos a espera deste discurso há um ano!!! e ja sabes dia 1 de maio e outro e depois para finalizar no jantar fazes um apanhado dos dois ok?!! lololol
Viva a camarada Ritinha!
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
***
Ritii...continua com esse espirito revolucionário!
Presenteia-nos com mais um destes discursos, amanha, adequado ao 1 de Maio, que eu trato de postar o acompanhamento musical!!
Beijinhos***
Rita:
Penso que hoje perceber o 25 de Abril é mais do que dizer que houve um conjunto de "capitães", entre os quais Salgueiro Maia, que decidiu cercar Marcello Caetano no Quartel do Carmo e obrigá-lo a render-se ou que o povo saiu à rua com grande veemência gritando por "liberdade, liberdade"! Não compreender o 25 de Abril é saber que:
1) era necessário derrubar o regime do Estado Novo;
2)instaurar a liberdade.
3) pôr termo à guerra e revitaliar internacionalmente Portugal;
4)Saber o que aconteceu até 1976.
Ou seja, não se pode desligar o 25 de ABRIL com o que aconteceu no PREC. Porque é muito bonito ver os comunistas a gritar liberdade, "Abril sempre, fascismo nunca mais", MAS a verdade é que o pacto PCP/ MFA pretendeu criar em Portugal um regime de tipo soviético sem respesteito pelas liberdades individuais ou pelo pluripartidarismo ou pela iniciativa privada, e claro haveria eleições livres? democráticas? sem intervenções alheias?
Por outro lado, não nos podemos esquecer do COPCON, que foi uma espécie de "PIDE comunista" que perseguia empresários ou pessoas com algumas posses ou mesmo fascistas, que os prendia, que os condenava sem julgamento e sem respeito pela lei. Um dos dinamizadores foi, aliás, Otelo Nuno Saraiva de Carvalho um dos seus grandes dinamizadores, que até, como ele referiu até ameaçava meter "os fascistas no Campo Pequeno". Foram temas que não prestigiam Portugal. Era uma autêntica U.R.S.S. do ocidente.
Por isso, só com o com 25 de Novembro com o "Documento dos Nove" é que se pode desmantelar PCP/ MFA e abrir caminho rumo à Democracia.
Até 1982 ainda tivemos o Conselho da Revolução. Tudo influências do MFA e do PCP.
O 25 de Abril anda muito mal contado, e o PCP tem que falar verdade porque bem quis tramar o nosso Portugal, talvez se não tivesse ocorrido o 25 de Novembro teria havido 3 coisas: ditaduta, ditadura e ditadura.
Esta é que é a verdade do 25 de Abril, aliás do 25 de Novembro em que nos permite hoje nós jovens protestar, manisfestar-se, fazer um blogue, criticar, elogiar, e sobretudo falar. Isso não acontece em ditaduras.
Afonso
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