sábado, 29 de dezembro de 2007


Feliz Ano Novo!

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

A AMIZADE CULTIVA-SE / CONSTRÓI-SE

Uma boa colheita requer determinados cuidados com a sementeira. Para a sementeira é necessário cuidar da terra (solo), ter sementes boas e condições climáticas adequadas.
No ano lectivo 2004/2005 apresentaram-me as sementes, umas melhores, outras menos boas. Podem dizer que todas eram boas, o agricultor é que não soube cuidar delas. Talvez, mas as menos boas não cresceram, apesar dos cuidados serem os mesmos. Ao longo do tempo, o agricultor cuidou da terra, o clima foi sendo favorável e, no final do ano, as sementes saudáveis cresceram facilmente.
No ano lectivo seguinte, 2005/2006, juntou-se à nossa sementeira um conjunto de sementes muito inibidas, caladas, pois sentiam-se despojadas da sua terra de origem. Passado algum tempo, começaram a misturar-se com as outras e foram acompanhando o seu crescimento. Adaptaram-se ao nosso espaço e, penso, acabaram por crescer felizes no meio de nós.
Em 2006/2007, a colheita foi excelente, salvo raras excepções, pois, como diz o ditado, não podemos agradar a Gregos e a Troianos.
Sinto-me feliz e muito lisonjeada pelo título que deram ao vosso/nosso blog. Não sei se mereço tal elogio.
Na minha opinião, as minhas sementes eram muito boas. Claro que, ao longo dos três anos de mútuo convívio, fomos aprendendo a conhecer-nos, a respeitar-nos e a convivermos em família. Cedências de um e de outro, zangas sem importância, conversas, exigências, trabalho e, por vezes, brincadeira, enfim, trabalhámos e divertimo-nos dentro dos limites estabelecidos.
É-me muito grato reconhecer que consegui dar e também receber muito.
Agora que cada um procura o seu rumo cultivem a amizade, mas não se esqueçam destes anos maravilhosos. É certo que vão conhecer muitas pessoas, vão ter novos amigos, mas não soltem os laços que nos unem.
Vou ficar muito feliz, já de bengala, ao saber que estão bem na vida, que são cidadãos de sucesso e que se mantêm amigos como agora.
Lembrem-se que assim como o agricultor tem de cuidar bem da sementeira para obter uma boa colheita, também uma boa AMIZADE precisa de ser bem construída e cultivada.

Mª dos Anjos

sábado, 22 de dezembro de 2007

A Colheita da Manjos



A colheita da Manjos 2006/2007 foi uma colheita muito trabalhosa, mas os resultados, pelo que se vê, parece que estão a ser bons. Ainda pouco está à vista de todos, mas espero ver mais contributos valorosos desta colheita especial, pois muito trabalho nos deu. Também deu muito gozo e prazer...
O importante é que ela está sendo uma colheita proveitosa, pelo menos para alguns, e dos fracos não reza a história.
Esta colheita tem de continuar a ser cuidada, agora, sem a Manjos, tendes que ser vós a tratar da vossa colheita e que ela dê tão bons frutos como a de 2006/2007.

Manuela

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Jantar After Christmas

Devido ao insucesso do último jantar, desta vez venho avisar com bastante antecedência para que ninguém tenha a brilhante ideia de não ir..
Dia 28 de Dezembro pelas 19h30m no Restaurante Mota Veiga!
Confirmações até dia 26 de Dezembro!
Não faltem porfavor!

Fotografia do mês de Dezembro


Feliz Natal a todos os visitantes e a todos os colaboradores!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Marlin, o peixinho dourado que descobriu o mar.

Marlin nasceu num aquário, era um peixinho muito pequenino e dourado como um raio de sol.
O mundo dele resumia-se apenas a um pouco de água, alguma areia, algas, pedras de diversos tamanhos e cores e uma miniatura em madeira de uma caravela naufragada entre quatro paredes de vidro. Ah! E quarenta e sete outros peixinhos, quase todos irmãos de Marlin, ou primos, tios, parentes próximos. Havia ainda uma velha tartaruga, chamada Rita, que já vivia no aquário quando os avós de Marlin nasceram. Os peixes acreditavam que Rita vivia no aquário desde a criação do Universo e ela deixava que eles acreditassem naquilo.
Às vezes os peixes mais velhos contavam histórias que tinham escutado aos seus avós. Diziam que, para além das paredes do aquário, longe dali, havia água, tanta água que um peixe podia passar a vida inteira a nadar, sempre em linha recta, sem nunca bater de encontro a um vidro. A essa água imensa, onde tinham nascido os primeiros peixes, chamava-se Mar.
Os peixes falavam do Mar como quem fala de um sonho. Marlin tantas vezes escutou aquela história que um dia decidiu perguntar a Rita. A tartaruga era velhíssima, devia saber, tinha de saber. Encontrou-a a tomar sol em cima de uma pedra. Marlin prendeu a respiração, ergueu a cabeça acima da água, e fez-lhe a pergunta. Rita torceu a boca numa careta de troça:
- Disparate: o Mar não existe! Não existe nada para além daquelas quatro paredes de vidro.
Marlin foi-se embora pensativo. Sempre que ouvia falar no mar o aquário parecia-lhe mais pequeno. Não achava possível que os peixes, seus avós, tendo vivido sempre dentro de um aquário, tivessem conseguido inventar uma coisa tão grande como o Mar. Ele tinha de saber a verdade. Ele queria saltar as paredes de vidro e ir à procura do Mar. Os outros peixinhos não conseguiam compreender a angústia de Marlin:
- Não estás bem aqui? – perguntavam-lhe.
Marlin olhava para eles, aflito, incapaz de explicar aquela vontade de partir que sentia crescer, todos os dias, dentro do seu coração e o empurrava contra as paredes do aquário, tentando espreitar, para além delas, um outro mundo. O que via, porém, eram os seus próprios olhos reflectidos no vidro gelado.
Uma manhã, muito cedo, ainda todos os peixes dormiam, Marlin encheu-se de coragem, tomou balanço, e saltou. Percebeu imediatamente que o mundo não terminava no aquário. Percebeu também, assustadíssimo, que o resto do mundo era um lugar tão seco quanto a pedra onde Rita costumava descansar. Percebeu isso tarde demais.
Estava estendido num tapete felpudo e não conseguia respirar. Foi então que viu o gato. Ele não sabia o que era um gato. Nunca tinha visto nenhum. O gato, no entanto, sabia o que era um peixe. Os peixes, na opinião do gato, eram comida. Marlin viu o gato e gritou:
- Ajuda-me! Vou morrer!...
- Pois vais – disse o gato, que aliás, não era um gato, era uma gata, e por sinal lindíssima -, eu vou-te comer.
Marlin conseguia ver o aquário e do lado de lá do vidro os outros peixes. Mas eles não o podiam ver.
- Não me comas – pediu -, eu quero ver o Mar.
A gata olhou para ele admirada:
- O Mar? Tu nunca viste o Mar?
Marlin, com dificuldade, porque fora de água não conseguia respirar, contou-lhe a sua história. Dory – era assim que se chamava a gata -, ficou com pena dele. Agarrou-o com a boca, cuidadosamente, para não o magoar, e colocou-o na sua tigela da água.
- Vou-te ajudar – disse-lhe -, porque nunca conheci ninguém tão corajoso como tu.
Nessa tarde a gatinha saiu pelos telhados à procura de Nigel, o albatroz, um pássaro enorme, bico largo e fundo, capaz de transportar lá dentro uma enorme quantidade de peixes. Nigel, velho amigo, recebeu-a com alegria. Dory contou-lhe a história de Marlin e pediu-lhe para levar o peixinho até ao mar. O albatroz achou a ideia um pouco estranha: afinal ele tirava os peixes do mar para os comer. Mas quando Dory o apresentou a Marlin depressa se convenceu. Colocou então o peixinho dentro do bico, com uma larga porção de água, para que ele não sentisse dificuldades em respirar, e levantou voo.
Voaram quase uma hora quando Nigel abriu o bico e disse a Marlin para espreitar. Marlin ergueu a cabeça e o que viu deixou-o mudo de espanto. O Mar brilhava imenso à sua frente. Era muita água. Havia muitíssimo mais água ali do que dentro do seu aquário, muito, muito mais, muito mais do que ele se tinha alguma vez atrevido a imaginar. Nigel abriu as grandes asas e começou a descer em direcção ao imenso azul, lá em baixo, ao salgado rumor das ondas. Gritou:
- Adeus, amigo. Boa sorte!
Sacudiu o bico e soltou Marlin! O peixinho dourado olhou para cima, antes de mergulhar nas águas livres do Mar, e ainda o viu agitando as asas, adeus, adeus, e desaparecer entre as nuvens altas.
Longe dali, Dory, a gata, pensava em Marlin. A partir daquela data ela nunca mais foi capaz de comer peixe. Coitada, hoje, só come carne e vegetais.




Escrevi este conto no âmbito da disciplina de Práticas de Expressão Portuguesa...espero que gostem!! Um dia quando acabar o curso e não arranjar emprego como jornalista ou Relações Públicas dedico me a escrever contos infantis!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Novos Rumos...

Porque...os rumos de cada um são discrepantes e porque a vida continua, não temos que necessaraiamente perder quem mais gostamos só porque "a vida é uma estrada" e estamos nela apenas de "passagem". Se por vezes sentimos a falta de quem mais gostamos é apenas porque nos sentimos sós, sem a presença fisisca dessas pessoas, mas elas existem, estejam onde estiverem, estão presentes....O sentimento de reencontro é sempre muito forte cada vez que encontramos quem não vemos há muito, ainda mais quando convivemos durante anos, 24h por dia.
Quando o sentir é diferente do ter, caímos na realidade e damos o valioso valor da relações interpessoais, por mais simples que estas possam ser. Cada vez mais assistimos a simplificação e á ocupação de sentimentos por coisas tão triviais, que com elas nos sentimos felizes pensando ter a completa felicidade.
Num mundo em complexa e diária mudança, infelizmente as relações interpessoais acompanham esta mudança de forma negativa. Enquanto a internet diminui as distâncias, a ausência de convivência aumenta em larga dimensão e falta de ligações interpessoais.